Nesse período em que os agricultores do município deveriam estar fazendo o balanço do que ganharam com a safra deste ano, estão fazendo as contas do prejuízo que tiveram em decorrência da ausência de chuvas.
”As perdas na lavoura este ano no município foram de 100%. Um relatório já foi enviado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, registrando as perdas da safra de 2010”, afirma João Batista Araújo, secretário de agricultura do município. A estiagem atingiu todo o município afetando culturas tradicionais como feijão, milho, abóbora e outras.
Depois de emitido o laudo para o MDA, o próximo passo, afirma o secretário, “é a emissão dos laudos de perda de cultivo do município, já que Esperança é participante do Programa Garantia Safra. A Emater é que elabora esses documentos obedecendo aos critérios elaborados pelo ministério”.
Esse programa é uma ação do Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, criado para os agricultores que perderam parte da safra, ou sua totalidade, em decorrência da ausência ou excesso de chuvas.
A estiagem prolongada está causando sérios prejuízos que não se limitaram a Esperança. Em outras regiões do estado, a situação se repetiu. Nossa região tem um índice pluviométrico de 300 a 800 mm/ano. Essa condição de baixa pluviosidade é agravada pela irregularidade na distribuição. Segundo o secretário, é uma condição natural da qual não se pode fugir.
A ausência de chuvas deixa de ser um problema climático para se tornar um problema social porque a falta de produção no campo contribui para o empobrecimento da região.
Atualmente existem oito caminhões-pipa trabalhando no abastecimento de água na zona rural. Apesar do número elevado, eles ainda não são suficientes para atender as necessidades da população em 100%. A consequência direta da seca é uma dependência de ações sociais dos governos e a administração municipal não se omite nessa missão.